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Ciúme entre Irmãos: A presença dos pais

O ciúme entre irmãos tem maiores probabilidades de entrar em escalada se os pais estiverem por perto. Nunca tive conhecimento de irmãos que se tenham magoado seriamente desde que os pais não estivesse perto. tenho a certeza que isso aconteceu, mas suspeito de que seja raro. O objectivo primordial do ciúme entre os irmãos é atrair a atenção dos pais. As crianças querem envolver os pais para aumentar a excitação, mas também para terem a certeza de que eles estão perto e as ajuda a não perder o controlo. a certeza da proximidade dos pais estabelece uma briga quando os pais estão perto delas para terem a certeza de que alguém as ajuda a aprender a controlarem-se.

Os pais mais atentos encaram as disputas entre irmãos como oportunidades de aprendizagem. Mas primeiro é preciso lidarem com as suas próprias reacções de fúria e protecção e só depois procurarem acalmar os filhos. Sentem-se com ambos junto de vós. Calmamente, façam-nos enfrentarem juntos o episódio sem recriminações de parte a parte. À criança mais velha pode dizer: "Podias tê-la magoado. Acho que não gostavas que isso acontecesse." À criança mais calma, mas mas provocadora, podem dizer: "A forma como o arreliaste fez com que ele se zangasse. Não admira que quisesse bater-te." A ambas pode aconselhar: "Têm de aprender a controlar-se. Enquanto não forem capazes de o fazer, vamos ter de vos separar. Quando forem capazes de brincar um com o outro - sem se baterem - chamem-nos."
Desta forma estão a dar aos vossos filhos a possibilidade de aprender a respeitar-se um ao outro, um objectivo a longo prazo.


fonte: "Compreender as Relações Entre Irmãos" - T.Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow

Criança Terceirizada

Transforma-me num Televisor!

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles..

Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:

- O que é que aconteceu?

Ela respondeu: - Lê isto. Era a redacção de um aluno.

'Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor.
Quero ocupar o lugar dele.
Viver como vive a TV da minha casa.
Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta...
Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado.
E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar..
E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo..
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.

Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.'

Naquele momento, o marido disse:

- 'Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais'!

E ela olhou-o e respondeu:

- 'Essa redacção é do nosso filho'


Autor Desconhecido

Casamento: Abusos Verbais entre Conjuges

Se o seu propósito é redimir o marido ou a esposa que pratica o abuso verbal, você deve primeiramente entender e aceitar a validade de suas necessidades emocionais e espirituais interiores. Seu cônjuge tem necessidades interiores de valor próprio, propósito e satisfação na vida, bem como necessidades de receber afirmação nessas áreas. Ao mesmo tempo, você não ajuda o abusador ao aceitar seu esforço destrutivo de satisfazer essas necessidades. Pelo fato de estar tão ferido pelo abuso verbal, é comum você se defender devolvendo na mesma moeda; e a necessidade do abusador - que foi o que deu origem ao abuso verbal - continua sem ser atendida.

Uma abordagem melhor é reconhecer as necessidade emocionais internas de seu cônjuge e incorporar isso em suas respostas ao abuso verbal que a pessoa pratica. Depois de um duro ataque verbal, Marie disse a Bob: "Sei que deves estar terrivelmente frustrado para falar comigo dessa maneira. Gostaria que pudesses me contar a dor que estás a sentir por dentro. Sei que deve ser intensa para explodires comigo dessa maneira tão forte. Gostaria de ajudar-te, mas não posso ajudar-te enquanto tu expressas a tua dor e a tua raiva de maneiras tão destrutivas. Se tu puderes escrever um bilhete a dizer-me o que sentes e com que intensidade sentes, talvez eu possa ajudar-te e ser a esposa que tu precisas.".
Marie estava a reconhecer a luta interior de Bob, mas, ao mesmo tempo, estava a comunicar que o seu comportamento verbalmente abusivo era inadequado.

Essa abordagem saudável ao abuso verbal é difícil para algumas esposas porque passaram a acreditar nos comentários críticos do cônjuge, assim como Beth. Uma esposa cujo marido a ridicularizou, ameaçou, chamou de estúpida, sem valor, incompetente, má esposa e mãe lamentável pode permitir que essas mensagens se tornem realidade em sua vida. À medida que o abuso verbal aumenta, ela pode passar a acreditar no marido. Por fim, pode concluir que não merece coisa melhor e, assim, desistir de qualquer tentativa de melhorar a situação. O marido diz coisas como "tu deverias me agradecer por eu estar ao teu lado, pois ninguém mais faria isso por ti", e ela acredita, porque não existe nenhuma outra pessoa por perto para negar as declarações dele.

Para essa esposa, o primeiro passo é compartilhar o abuso de seu marido com uma amiga ou um conselheiro. Ela deve primeiramente ser capaz de rejeitar essas mensagens negativas vindas do marido e redescobrir seu valor próprio. Somente então, poderá se tornar ua agente de mudanças positivas no casamento. Se não cuidar da própria auto-estima danificada, não terá a energia emocional necessária para agir de maneira construtiva com o seu marido. Essa esposa precisará de aconselhamento individual antes de estar pronta para implementar as sugestões construtivas encontradas acima.

in "Castelo de Cartas" - Gary Chapman

A Chegada do Segundo Filho


"Muitas vezes, as mães vêm ter comigo e dizem-me: "Adivinhe o que me aconteceu! Estou grávida. Vou ter mais um filho!", e depois desatam a chorar. "Receia abandonar o seu filho mais velho?", pergunto-lhes em seguida. Tentando controlar a torrente de lágrimas, as mães juram nunca fazer tal coisa. Mas lá no fundo, sabem que é isso que irá acontecer. Eu próprio estou certo de que, assim que o novo bebé nascer, isso sucederá.
"Nenhuma mãe acha ter instinto maternal em quantidade suficiente", disse-me Erik Erikson uma vez. "Quando um dos filhos precisa dela, a mãe acha que está a ignorar o outro. Depois, quando ambos necessitam dela, acha que não é capaz de satisfazer as necessidades de nenhum deles." A mãe tem de proteger o bebé. Para o conseguir, tem muitas vezes de ignorar o filho mais velho. O sentimento de que está a abandonar um filho por causa do outro, pode ser devastador. Desde muito cedo, os pais decidem tratar os filhos com justiça, mas preocupam-se com a forma de alcançar tal feito. "Como serei capaz de considerar as posições de ambos ao mesmo tempo?" Esta é a grande dúvida dos pais, que se preocupam com o inevitável ciúme entre os irmãos e poderão não ser capazes de imaginar que os filhos aprenderão a adaptar-se um ao outro e a partilhar a atenção deles. "

in Método de Brazelton - "Compreender as relações entre irmãos" - T.Berry Brazelton e Joshua D. Sparrow

O Valor de Uma Dona de Casa!

Certa vez, encontrei na internet o seguinte texto, muito interessante sobre o trabalho da Dona de Casa:

"Um homem chegou a casa, após o trabalho e encontrou os seus três filhos a brincar do lado de fora, ainda vestidos com os pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cão tinha desaparecido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava a transbordar de pratos; ainda havia pequeno-almoço na mesa, o frigorifico estava aberto, tinha comida de cão no chão e até um copo partido em cima do balcão.
Sem contar que havia um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu a correr as escadas, desviando-se dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher está doente?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
A seguir ele viu um fio de água a correr pelo chão, vindo da casa-de-banho.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, o sabonete líquido espalhado por toda a parte e muito papel higiénico na sanita.
A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e a ler uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: 'O que é que aconteceu aqui em casa?
Porquê toda essa desarrumação?'
Ela sorriu e disse:
- 'Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me:
- Afinal de contas, o que fizeste o dia inteiro dentro de casa?
- Bem... Hoje eu não fiz nada, Querido!!!"

Brinquedos a mais...

Uma sala que parece um campo minado de ursinhos, bolas e bocados de plástico não identificados. Brinquedos no banco de trás do carro, entre os lençóis da cama e às vezes até na máquina de lavar roupa.
Parece uma descrição da sua vida? Se tiver pelo menos um filho com menos de 5 anos, pode muito bem ser. Donde raio vem tanto brinquedo? Reproduzem-se como coelhos durante a noite! Como é que isto aconteceu?

Porque compramos (e compramos e compramos e mais do mesmo)?
Podemos falar de culpa. Os pais, principalmente os que trabalham e os de famílias monoparentais, são motivados pela culpa, e muitas vezes compram brinquedos para acalmar os seus próprios remorsos de não passarem muito tempo com os filhos.
Mas tentar colmatar a falta de tempo de qualidade com os filhos com brinquedos, normalmente não resulta. Os melhores brinquedos são os que motivam a interacção entre pais e filhos. Os fantoches, por exemplo, são óptimos porque as crianças inventam histórias e os pais ficam a saber em que é que os filhos pensam e pode fazer um em casa com uma meia.
As crianças devem ser motivadas a, com diferente materiais: barro, plasticina, água, areia, Legos, tinta, darem asas à sua criatividade. O papel dos pais e dos educadores é do perguntar “O que estavas a pensar quando fizeste isto?” ou “O que é que isto te faz lembrar?”.

O engodo do educativo
Não há embalagem de brinquedo que não fale das vantagens educativas das cores vibrantes e do som do objecto que contém. Muitos deles são desenhados por peritos para estimular o cérebro dos seus filhos, a coordenação mão-olho e desenvolver as suas capacidades auditivas. O que nos faz pensar como é que as pessoas que nasceram antes da década de 1980 conseguem atar os atacadores, ou mesmo compor sinfonias, viajar até à Lua e até descobrir a vacina da poliomielite.
Muitos estudos demonstram que as cores brilhantes e uma variedade de texturas e sons ajudam os bebés a aprender mais sobre o mundo, mas esse tipo de estímulo existe na maioria das casas desses bebés. As crianças fartam-se rapidamente de brinquedos artificiais que não as fazem pensar, apenas lhes exigem que carreguem num botão.
A maioria dos brinquedos comprados nas lojas são inúteis. Só têm uma função e acabam por aborrecer as crianças pequenas porque não permitem que sejam criativas e usem a suas imaginação. O melhor será os pais não comprarem este tipo de brinquedos e apostarem nos já há muito testados Legos, lápis de cor, tintas e bonecos com os quais as crianças brincarão durante anos; já que à medida que vão crescendo vão olhando para este tipo de brinquedos de diferentes perspectivas. Os brinquedos    que apelam à criatividade são caixas vazias, colheres de pau, tachos e panelas, caixas de cereais vazias, e as roupas velhas dos pais. Até aos três anos as crianças brincarão mais com este tipo de brinquedos do que com pedaços de plástico moldados extremamente caros.
A melhor escolha será sempre por brinquedos que as crianças tenham de descobrir como funcionam: puzzles, peças que se empilham ou jogos simples.

Manter um certo status
Acredite ou não, outra razão comum que os pais apontam para comprar toneladas de brinquedos é porque acham que têm de o fazer. A pressão de se equiparar aos outros, induzida pelas visitas às casas das outras crianças muitas vezes faz com que os pais corram às lojas a comprar mais tralha. Os comentários de familiares e amigos sobre se as crianças têm ou não o último grito da moda em brinquedos, faz com que os pais se sintam obrigados a adquirí-los.
Mas comprar as novidades normalmente causa demasiado estímulo visual aos pequenos. Quanto mais brinquedos têm mais birrentos e aborrecidos se tornam. Recomenda-se não a compra excessiva de brinquedos, mas as brincadeiras interactivas e criativas entre pais e filhos. Construir uma relação com os nosso filhos com base na interacção lvre e criativa. Fazer sons, imitar o quá-quá do pato enquanto rebolam juntos no chão.

O regresso ao mais básico
Porque é que os objectos do quotidiano, aparentemente aborrecidos, ganham a atenção das crianças, em detrimento dos brinquedos modernaços? As crianças são curiosas, se ainda vivêssemos na floresta, brincariam com pauzinhos e terra. Querem explorar o meio que as rodeia, é assim que aprendem. Mexendo nas coisas, brincando com elas. É por isso que os objectos mais simples são essenciais. As crianças adoram objectos do dia-a-dia como telefones, panos velhos, caixas de cartão ou copos de medida, porque estes os ajudam a imitar os adultos, que é a forma como as pessoas pequenas aprender a agir como as pessoas grandes.

E agora?
Agora que sabe que as caixas de plástico e as tintas são tudo o que os miúdos precisam para de tornar cientistas espaciais, isso não muda o facto de não conseguir ver o seu sofá debaixo de uma montanha de animais de peluche. Apesar das suas boas intenções, os avós, o Pai Natal, o Menino Jesus e até o seu cartão bancário  conspiraram para que uma montanha de plástico e de pelcuhes que miam, mugem e piam. Agora, o que é que faz? A resposta a esta pergunta reside em 3 palavras mágicas: doar, rodar e emprestar.

Doar
Apesar das dúzias de brinquedos entre os quais podem escolher, cada criança tem alguns que são os seus favoritos. Coloque esses de parte e faça uma pilha de tralha em que o seu filho não toca à meses. Contacte a instituição de solidariedade mais próxima e veja se lhes dá jeito aceitar esses brinquedos, um berçário ou creche, um vizinho que tenha uma criança mais nova e dê.

Rodar
Se não suporta a ideia de dar os brinquedos que tanto lhe custou comprar, esconda-os. Esconder metade da colecção não só reduz a desarrumação como cria brinquedos “novos” quando os mostrar depois de 6 semanas e esconder a outra metade. Os nossos bebés ficam encantados com os “novos” brinquedos escondidos nos seus armários. Até as crianças mais velhas gostam de se reconciliar com os seus antigos favoritos que não viram durante um mês. Este truque não só poupa espaço como dinheiro!

Emprestar
Todos os pais o sabem – o brinquedo que o nosso filho mais deseja pertence a outra criança. É por isso que os grupos de brincadeira são tão populares. As crianças passam-se no quarto de outra criança! É divertido para todos… excepto para o anfitrião. Porque não tornar todos os dias o dia de se encontrar com outras crianças para brincar. Da próxima vez que se encontrar com o seu grupo de amigos, peçam a cada criança que traga cinco brinquedos para emprestar. Marquem cada brinquedo com o nome do proprietário e juntem-nos num monte. Cada criança escolherá novos brinquedos com que poderá brincar durante uma semana. Na verdade, não deu nenhum brinquedo, ganhou cinco novos e não gastou um cêntimo. Os pais ficam felizes. As crianças ficam felizes. Que mais podemos pedir?

in portaldosmiudos.com