Artigos Sugeridos

Mostrar mensagens com a etiqueta casamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta casamento. Mostrar todas as mensagens

Casamento: Abusos Verbais entre Conjuges

Se o seu propósito é redimir o marido ou a esposa que pratica o abuso verbal, você deve primeiramente entender e aceitar a validade de suas necessidades emocionais e espirituais interiores. Seu cônjuge tem necessidades interiores de valor próprio, propósito e satisfação na vida, bem como necessidades de receber afirmação nessas áreas. Ao mesmo tempo, você não ajuda o abusador ao aceitar seu esforço destrutivo de satisfazer essas necessidades. Pelo fato de estar tão ferido pelo abuso verbal, é comum você se defender devolvendo na mesma moeda; e a necessidade do abusador - que foi o que deu origem ao abuso verbal - continua sem ser atendida.

Uma abordagem melhor é reconhecer as necessidade emocionais internas de seu cônjuge e incorporar isso em suas respostas ao abuso verbal que a pessoa pratica. Depois de um duro ataque verbal, Marie disse a Bob: "Sei que deves estar terrivelmente frustrado para falar comigo dessa maneira. Gostaria que pudesses me contar a dor que estás a sentir por dentro. Sei que deve ser intensa para explodires comigo dessa maneira tão forte. Gostaria de ajudar-te, mas não posso ajudar-te enquanto tu expressas a tua dor e a tua raiva de maneiras tão destrutivas. Se tu puderes escrever um bilhete a dizer-me o que sentes e com que intensidade sentes, talvez eu possa ajudar-te e ser a esposa que tu precisas.".
Marie estava a reconhecer a luta interior de Bob, mas, ao mesmo tempo, estava a comunicar que o seu comportamento verbalmente abusivo era inadequado.

Essa abordagem saudável ao abuso verbal é difícil para algumas esposas porque passaram a acreditar nos comentários críticos do cônjuge, assim como Beth. Uma esposa cujo marido a ridicularizou, ameaçou, chamou de estúpida, sem valor, incompetente, má esposa e mãe lamentável pode permitir que essas mensagens se tornem realidade em sua vida. À medida que o abuso verbal aumenta, ela pode passar a acreditar no marido. Por fim, pode concluir que não merece coisa melhor e, assim, desistir de qualquer tentativa de melhorar a situação. O marido diz coisas como "tu deverias me agradecer por eu estar ao teu lado, pois ninguém mais faria isso por ti", e ela acredita, porque não existe nenhuma outra pessoa por perto para negar as declarações dele.

Para essa esposa, o primeiro passo é compartilhar o abuso de seu marido com uma amiga ou um conselheiro. Ela deve primeiramente ser capaz de rejeitar essas mensagens negativas vindas do marido e redescobrir seu valor próprio. Somente então, poderá se tornar ua agente de mudanças positivas no casamento. Se não cuidar da própria auto-estima danificada, não terá a energia emocional necessária para agir de maneira construtiva com o seu marido. Essa esposa precisará de aconselhamento individual antes de estar pronta para implementar as sugestões construtivas encontradas acima.

in "Castelo de Cartas" - Gary Chapman

O Valor de Uma Dona de Casa!

Certa vez, encontrei na internet o seguinte texto, muito interessante sobre o trabalho da Dona de Casa:

"Um homem chegou a casa, após o trabalho e encontrou os seus três filhos a brincar do lado de fora, ainda vestidos com os pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta.
A porta da frente da casa também.
O cão tinha desaparecido, não veio recebê-lo.
Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça.
A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava a transbordar de pratos; ainda havia pequeno-almoço na mesa, o frigorifico estava aberto, tinha comida de cão no chão e até um copo partido em cima do balcão.
Sem contar que havia um montinho de areia perto da porta.
Assustado, ele subiu a correr as escadas, desviando-se dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
'Será que a minha mulher está doente?' ele pensou.
'Será que alguma coisa grave aconteceu?'
A seguir ele viu um fio de água a correr pelo chão, vindo da casa-de-banho.
Lá ele encontrou mais brinquedos no chão, toalhas ensopadas, o sabonete líquido espalhado por toda a parte e muito papel higiénico na sanita.
A pasta de dentes tinha sido usada e deixada aberta e a banheira transbordava de água e espuma.
Finalmente, ao entrar no quarto de casal, ele encontrou a sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e a ler uma revista.
Ele olhou para ela completamente confuso, e perguntou: 'O que é que aconteceu aqui em casa?
Porquê toda essa desarrumação?'
Ela sorriu e disse:
- 'Todos os dias, quando chegas do trabalho, perguntas-me:
- Afinal de contas, o que fizeste o dia inteiro dentro de casa?
- Bem... Hoje eu não fiz nada, Querido!!!"

Maneiras Diferentes de Viver o Amor

Os homens e as mulheres vivem e manifestam o amor de maneiras diferentes. A diferença do género não é apenas biológica mas também intelectual e afectiva.

A MULHER:
a) De natureza intuitiva tem, geralmente, um temperamento mais romântico do que o homem.
b) Vive mais intensamente as emoções. Comove-se mais, chora e ri mais facilmente do que o homem. A sua afectividade torna-a mais compassiva e mais terna.
c) Necessita mais do que o homem de uma manifestação reglar de carinho e afecto.
d) O amor na mulher supera, geralmente, a questão do prazer físico para se estender ao campo psíquico; a união moral, sentimental e espiritual com aquele a quem ama, assume facilmente o lugar principal no seu espírito.
e) Manifesta o se amor através de palavras de ternura, olhares amorosos, carícias, presentes e atenção particular. Espera ser amada da mesma maneira.
f) A mulher move-se por sentimentos.

O HOMEM:
a) É mais frio, menos sentimental e tem menos o coração na mão.
b) Por ser menos sensível, menos emotivo, deixa-se vencer menos pela compaixão e piedade.
c) O seu amor é mais reflexivo, correspondendo à sua natureza mais racional. Dizer que o homem ama com reflexão nã quer dizer que não ama. Ama no seu estilo de homem, apaixonada mas serenamente
d) Manifesta o seu amor com alguma ternura, mas sobretudo agindo e realizando tarefas, construindo-se uma posição, um nome, uma reputação que levem a mulher a sentir-se orgulhosa dele. O homem sente-se amado quando é reconhecido e valorizado pela muher.
f) O homem move-se por raciocínios.

Estas diferenças na afectividade feminina e masculina exigem dos cônjuges o desenvolvimento de uma grande capacidade de escuta e de resposta às necessidades um do outro, para que as frustrações afectivas não se instalem, minando a relação. Uma grande parte dos casais em crise já não acredita no amor um do outro. Quando se instala a desconfiança afectiva torna-se muito dificil a recuperação da relação.

Conhecer as necessidades afectvas do seu cônjuge e aprender a supri-las é a maior prova de amor e de maturidade no matrimónio.

in "Vida Familiar - Construir em Amor", Area departamental da família da u.p.a.s.d.

Boas intenções não chegam!

Apaixonar-se é sempre mágico. Parece eterno, como se o amor fosse durar para sempre. Acreditamos, ingenuamente, que de alguma maneira estamos isentos dos problemas que os nossos pais tiveram,livres das probabiliades da morte do amor, certos de que era para ser assim e que estamos destinados a viver felizes para sempre.

Mas quando a magia desaparece e a vida quotidiana assume o poder, emerge que os homens continuam a esperar que as mulheres pensem e reajam como os homens, e as mulheres esperam que os homens sintam e se comportem como as mulheres. Sem uma consciência clara das nossas diferenças, não nos dedicamos a entender e respeitar um ao outro. Tornamo-nos resmungões, ressentidos, judiciosos e intolerantes.

Com a melhor e mais amável das intenções, o amor continua a morrer. De alguma forma os problemas vão-se introduzindo. Os ressentimentos edificam-se. A comunicação sucumbe. A desconfiança aumenta. Os resultados são a rejeição e a repressão. A magia do amor está perdida.

Perguntamo-nos: Como pode isto acontecer? Por que acontece? Por que acontece connosco?

Para responder a estas perguntas, os nossos maiores pensadores têm desenvolvido modelos psicológicos e filosóficos brilhantes e complexos. Mesmo assim, o velho padráo retorna. O amor acaba. Acontece com quase todos.

Todos os dias, milhões de pessas procuram um parceiro para experimentarem aquele sntimento especial de amor. Todos os anos, milhões de casais juntam-se com amor, separando-se depois, dolorosamente, porque perderam aquele sentimento amoroso. (...)

Muito poucos, de facto, são capazes de crescer em amor. Ainda assim, isso acontece. Quando os homens e as mulheres são capazes de respeitar e aceitar as suas diferenças, então o amor tem uma oportunidade de desabrochar. (...)

O amor é mágico, e pode durar, se nos lembrarmos das nossas diferenças.

in "Os homens são de Marte, As mlheres de Vénus", John Gray

Evitando discussões através da comunicação amistosa

"Discussões e querelas emocionalmente carregadas podem ser evitadas se entendermos o que o(a) nosso(a) parceiro(a) precisa e lembramo-nos de lho dar. As histórias seguintes ilustram como, quando uma mulher comunica os seus sentimentos abertament3 e o homem demonstra empatia por esses sentimentos, uma discussão pode ser evitada.

Lembro-me de uma vez em que eu e minha esposa tirámos férias. Quando partimos de carro e pudemos finalmente descontrair de uma semana agitadíssima, esperava que Bonnie estivesse feliz por estarmos a iniciar umas férias tão maravilhosas. Mas em vez disso, soltou um suspiro profundo e disse: "Sinto que a minha vidaé uma longa e lenta tortura"".
Fiz uma pausa, respirei fundo e então repquei "Sei o que queres dizer, sinto-me como se me estivessem a arrancar a minha vida, pedaço a pedaço". Ao dizer isto, fiz um movimento como se estivesse a torcer um trapo encharcado em água.

Bonnie inclinou a cabeça, concordando, e para minha surpresa sorriu e de repente mudou de assunto, dizendo quanto estava excitada por fazer a viagem. Seis anos atrás, isto não teria acontecido. Teríamos tido uma discussão e eu, erradamente, diria que a culpa era dela.

Teria ficado aborrecido por ela dizer que a sua vida era uma longa e lenta tortura. Teria tomado como algo pessoal e sentido que ela estava a queixar-se de mim. Colocar-me-ia na defensiva, explicando que a nossa vida não era uma tortura e que ela deveria estar agradecida por estarmos a gozar umas férias tão maravilhosas. De certeza que teríamos dicutido e passado umas longas e torturantes férias. Tudo isto teria acontecido se não tivese entendido e dado valor aos seus sentimentos.

Dessa vez, compreendi que ela estava apenas a expressar um sentimento passageiro. E não era uma afirmação a meu respeito.Como interpretei correctamente, não fiquei na defensiva. Com o meu comentári aerca do seu sentimento, sentiu-se completamente valorizada. Em resposta, ficou bastante receptiva comigo e eu senti o seu amor, aceitação e aprovação. Como aprendi a dar valo aos seus sentimentos,ela recebeu o amor que merecia e não tivemos qualquer discussão."

in "Os homens são de Marte, as mulheres de Vénus" de John Gray

Porque é tão difícil PERDOAR?

Quando uma pessoa sofre maus tratos, rejeição, ou o seu cônjuge faz algo que não deveria ter feito, a pessoa sente-se agredida e a natureza humana clama por vingança. Não são poucas as vezes em que a pessoa se deixa dominar pelo ódio. Qando o ódio, a raiva ou a vingança estão presentes no coração de alguém, torna-se muito difícil comprender a importância de perdoar, bem como desenvolver o desejo de fazê-lo.

O perdão é o óleo dos relacionamentos: reduz o atrito e faz com que as pessoas se aproximem umas das outras. Uma pessoa com ressntimentos é incapaz de desenvolver relacionamentos profundos e verdadeiros. Um cônjuge ressentido destrói a possibilidade de intimidade no casamento, especialmente na área da comunicação. O outro cônjuge viverá com medo de ofender, sem coragem de comunicar-se com franqueza, receoso de que o parceiro se aproveite da sua vlnerabilidade. Finalmente, a amargura e o ressentimento vão dominar o relacionamento.

Quando a prática do perdão é comum no casamento, leva a uma intimidade crescente porque gera abertura na comunicação. Sentir-se amado a despeito dos seus erros e aceite, mesmo depois de ter ofendido o outro, leva a um sentimento de gratidão e a retribuir o amor assim manifestado com um amor mais profundo.

Atribui-se à esposa de Billy Graham a frase: "Um casamento bem sucedido é o resultado da união de dois grandes perdoadores." Sem perdão não há relação conjugal de êxito, pois vem sempre o momento em que, mesmo involuntariamente, nos magoamos um ao outro.

in "Vida Familiar - Construir em Amor", Area departamental da família da u.p.a.s.d.