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Transforma-me num Televisor!

Uma professora do ensino básico pediu aos alunos que fizessem uma redacção sobre o que gostariam que Deus fizesse por eles..

Ao fim da tarde, quando corrigia as redacções, leu uma que a deixou muito emocionada. O marido, que, nesse momento, acabava de entrar, viu-a a chorar e perguntou:

- O que é que aconteceu?

Ela respondeu: - Lê isto. Era a redacção de um aluno.

'Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor.
Quero ocupar o lugar dele.
Viver como vive a TV da minha casa.
Ter um lugar especial para mim, e reunir a minha família à volta...
Ser levado a sério quando falo...
Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem perguntas.
Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona.
E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo quando está cansado.
E que a minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar..
E ainda, que os meus irmãos lutem e se batam para estar comigo..
Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.
E, por fim, faz com que eu possa diverti-los a todos.

Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor.'

Naquele momento, o marido disse:

- 'Meu Deus, coitado desse miúdo! Que pais'!

E ela olhou-o e respondeu:

- 'Essa redacção é do nosso filho'


Autor Desconhecido

Os Pais Perante o Desafio Escolar

Os pais podem fazer muito para favorecer o desenvolvimento escolar dos seus filhos. Não têm que ser especialistas em metodologia pedagógica, mas sim aplicar princípios simples mas eficazes. Considere, o leitor, os seguintes:

1. Não desculpe um mau comportamento aos seus filhos. Isto irá, simplesmente, pô-lo a si contra a escola e o seus professores, e provocará ociosidade e indolência na criança.

2. Não ameace, grite, nem castigue quando a criança apresentar alguma necessidade real ou imaginária. Analise as causas. O Mundo infantil é enigmático e não se deve apressar na altura de tirar conclusões.

3. Não compare o seu filho com outas crianças, nem o envergnhe. Este método tende a provoca uma reacção contrária à esperada.

4. Ajude-o nos seus deveres escolares, esclarecendo-lhe as dúvidas, conceitos ou planeamentos, mas não faça os deveres por ele, mas sim ensinando-o a organizar o seu estudo.

5. Resolva as suas dúvidas de forma tranquila, atraente e participativa; pronunciando bem as palavras, repetindo a explicação quando for necessário. Os fundamentos do saber devem aprender-se firmemente.

6. Evite comentários negativos acerca do professor (ou professora): que é injusto, que é duro ou que é demasido exigente.

7. Não prive o seu filho de refeições, repouso ou carinho como represália pelo seu baixo rendimento. São elementos essenciais para satisfazer as suas necessidades físicas e psicológicas.

8. Recorde-se que as capacidades não surgem, em todas as crianças, na mesma idade nem aos mesmo ritmo. Muitas aptidões que a criança agora não mostra, aflorarão depois, à medida que for amadurecendo.

9. Não o sobrecarregue com actividades extra-escolares como aulas de línguas, música, dança, pintura... especialmente se a criança estiver a passar por um período difícil de aprendizagem.

10. Vele pela sua saúde física e emocional, não se dê o caso de a ansiedade e o receio do fracasso o prejudicarem e lhe provocarem problemas de natureza psicológica. Recorra a um profissional se vir que o problema excede as suas possibilidades.

in "A Criança, a arte de saber educar" - Raúl Posse e Julián Melgosa

IMPORTANTE: Reformar o nosso TEMPO!

Gostamos muitíssimo dos nossos filhos mas, muitas vezes, não temos tempo para os ver crescer e, principalmente, para os ajudar a crescer. A vida é agitadíssima ! Estamos constantemente a correr de um lado o para o outro, no sentido de lhes dar as melhores condições de vida!
Mas será que , apesar de todas as circunstâncias que nos envolvem, não temos mesmo tempo? Os cafés, os cabeleireiros, os ginásios, as lojas dos shoppings… estão cheios de pais que se queixam de falta de tempo para os seus filhos. Muitas vezes o pai e a mãe têm tempo para ver o futebol, o jornal ou o telejornal, tempo para ver a novela, o concurso, para por a conversa em dia ao telefone, para navegar na internet, e para muitas outras coisas… mas se um filho vem para falar com ele, muitas vezes ouve a resposta: “AGORA NÃO, DEPOIS”. Um depois, que acaba, quase sempre, por não acontecer.
Temos tempo para aquilo que nos agrada e não nos dá demasiado trabalho!
O que acontece é que, para podermos descansar de um dia agitado, gostamos de fazer aquilo que nos dá prazer e preferimos que os nossos filhos não nos incomodem. Então, rodeamo-los de todos os brinquedos e meios que os possam distrair como: o computador, a TV, IPODs, Consolas, PSPs, telemóveis, etc.
No JPN diz: “Cinco horas é quanto as crianças portuguesas passam, em média, por dia, na companhia dos meios de comunicação”.
Eu pessoalmente não sou contra a televisão. Sou contra o mau uso que fazemos dela, o tempo que perdemos com ela, a importância que lhe damos e, principalmente, o deixar os nossos filhos em frente ao ecrã, vendo tudo o que está a dar sem, por vezes, termos a noção do que estão a vêr. Certamente ficaríamos preocupados se estranhos viessem falar com eles, mas deixamos que estranhos entrem pela nossa casa através do ecrã e passem todas as filosofias, conceitos e imagens que desejam para a mente dos nossos filhos.
Não queiramos queimar toda a tecnologia que temos ao nosso dispor, mas temos de aprender a usar aquilo que temos, ensinando os nossos filhos, desde cedo, a fazer escolhas.
Um estudo da Duracell Toy Survey, de 2007, revela que, de toda a Europa, as crianças portuguesas são as que menos brincam, diariamente,  com os pais. Do total de inquiridos, apenas 6% das crianças portuguesas, referem brincar diariamente com os pais. A Duracell pretende alertar os pais e as famílias portuguesas para uma problemática que tende a aumentar de ano para ano com os novos ritmos de vida impostos pela sociedade moderna.
Acredito que muitos pais não descobriram a tempo que existe uma única maneira de não gastar tempo com os filhos: Basta não os ter!
O psicólogo inglês Steve Biddulph, um dos mais requisitados especialistas em educação de crianças diz: “Esta é, com certeza, a geração mais abandonada de todos os tempos”.
Um dos problemas que se coloca hoje em dia é que os pais demitem-se das suas funções de pais e delegam para terceiros a educação dos seus filhos. Passam a responsabilidade à escola, à igreja, aos avós, etc.. que deveriam ser apenas auxiliares dos pais nesta difícil tarefa de educar uma criança.
Muitos pais pensam que criar um filho fica apenas por dar-lhe de comer, de vestir, levá-lo ao médico, colocá-lo em boas escolas, nos escuteiros, na natação, no piano, etc… mas é essencial passar valores, criar uma ligação, um identidade!
Hoje em dia fala-se muito do TEMPO DE QUALIDADE, para que os pais não se sintam culpados do pouco tempo que dedicam aos seus filhos. Mas, o que terá mais influência na passagem de valores: 5 horas de televisão ou 15 minutos de conversa com um pai? Será que o pouco tempo que por vezes passamos com os nossos filhos é o suficiente para os influenciar positivamente, contra as várias influências que eles sofrem no seu dia a dia?
Num relatório da conhecida UNICEF é dito que: “As crianças dos países ricos passam a maior parte do dia longe dos pais. Os países mais ricos não estão a dar a atenção que deviam às crianças, que passam a maior parte do dia confiados a outros, enquanto os pais trabalham.”
Cada um de nós tem de estabelecer quais as verdadeiras prioridades da sua vida. Será que temos procurado dar o melhor de nós, aproveitando, por exemplo, a tenra idade dos nossos filhos para semear a semente dos bons valores, ou continuamos a desculpar-nos apenas com a falta de tempo? Um dia podemos acordar e descobrir que talvez seja tarde demais! Se qdo eles queriam ir ter connosco nós dizíamos “AGORA NÃO”, poderá chegar a altura em que sejam eles que já não nos querem mais ouvir! PENSE NISSO!
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Família... conceito obsoleto?

"Os cínicos dir-lhe-ão que a "família" está a tornar-se obsoleta na nossa sociedade acelerada, que não passa de um conceito ultrapassado e perdido, enterrado num mundo atarefado de pessoas "iluminadas". Estou aqui para lhe dizer que não é assim. Hoje a família é ainda mais importante do que foi nas gerações passadas, e a sua erosão é inaceitável. É uma batalha que podemos e temos de vencer. É uma batalha que venceremos com toda a certeza: basta fazer o trabalho de casa com dedicação. Enquanto pais, temos o poder de encaminhar os nossos filhos numa rota de sucesso. Se não sentirmos este poder, é necessário criarmos coragem para estar à altura do desafio. Os nossos filhos serão abençoados numa dimensão que excede tudo o que podemos imaginar

(...)Acredito que as famílias, a sua e a minha, podem crescer, sobreviver e até florescer! Mais: acredito que os pais podem assumir a nobre função de liderar a família através do labirinto moderno e reafirmar os valores e princípios que definem aquilo que desejam para os seus filhos e a sua família. Tudo o que precisam é de energia e de um plano realente bom. No que diz respeito à energia, basta sentirmos o amor que temos no coração para sabermos que temos também a força e a energia para responder a este desafio, criando um ambiente que torne os nossos filhos e as nossas famílias imunes ao ruído de um mundo que, por vezes, parece ter enlouquecido completamente. " in "Família em Primeiro Lugar" - Dr.Phil McGraw